Populações e Culturas do Passado

Projetos

Coordenador

Vítor Matos (CIAS)

Duration: 2015-2021, 2023-2029

Abstract: The Cueva de La Dehesilla is an archaeological site located in the Sierra de Cádiz (Southern Spain) with great scientific results and expectations. The first archaeological explorations began in 1977 and 1981, when professors Pilar Acosta and Manuel Pellicer, from the University of Seville, carried out the excavation of two archaeological probes that documented a sequence of human occupation from the Ancient Neolithic to the Copper Age (Acosta and Pellicer, 1990). Since 2015, a new General Research Project called “Cueva de La Dehesilla: Archaeological and palaeoenvironmental study for the knowledge of the prehistoric human occupation of the Sierra de Cádiz” has been carried out. This project is directed by Professor Dr. Daniel García Rivero, attached to the Department of Prehistory and Archaeology of the University of Seville. The project has recently been renewed and is expected to run until 2029. This project is made up of professors and researchers from numerous national and international universities and research centres, and is fortunately offering a notable amount of highly relevant results for a new impulse in the knowledge of the first peasant and livestock populations of the southern Iberian Peninsula and, by extension, of the western Mediterranean.

Coordinator (PI): Daniel G. Rivero (University of Seville, and CIAS)

Participants: Cláudia Umbelino (CIAS)

Financial support: University of Seville; Research Centre for Anthropology and Health (CIAS), University of Coimbra; Ministry of Science and Innovation, Government of Spain (I+D+i projects

Reference: PGC2018-096943-A-C22, and PID2022-137946NB-I00.

Duration: 2023-2027

Abstract: The core mission of NeoProModels Project is to research evolutionary cultural patterns within the context of the Neolithic process throughout the South of the Iberian Peninsula. The main goal is to tackle several major questions about continuities and discontinuities over space and time focusing on population thinking and the notion of cultural transmission. Evolutionary archaeology has become a powerful theoretical tool to gain knowledge on human behaviour. It can help us to formulate precise contextual explanatory models for one of the most important phenomena in human history: the origin and expansion of the farming way of life. This project will place the emphasis on identifying histories of cultural transmission within long-term dynamics of cultural change (ca. 5600-4000 cal BC). The project focuses on the Andalusian region within the wider sphere of the western-most regions of the Mediterranean and the Atlantic façade of the Southwest of the Iberian Peninsula. It will address historical questions related to the processes of Neolithisation in the different contexts of human populations.

Coordinator: Daniel García Rivero (University of Seville, and CIAS)

Participants: Cláudia Umbelino (CIAS)

Financial support: Ministry of Science and Innovation, Government of Spain

Reference: PID2022-137946NB-I00

Data de início e término: 01.2023 – 01.01.2026

Resumo: Este projeto representa o primeiro estudo apoiado em seis disciplinas (osteologia, arqueologia, história, química, paleoparasitologia e genómica) para melhor compreender a saúde dos militares no passado e de como estes eram tratados. Os resultados desta investigação tornar-se-ão em novas ferramentas para historiadores que estudam história militar, ciência, medicina e cuidados prestados aos doentes, fornecendo-lhes não apenas novos dados com que trabalhar, mas também novas metodologias e estratégias de amostragem.

O estudo de vestígios humanos fornece uma janela direta para a vida das populações do passado, principalmente quando combinado com outras metodologias. A análise osteológica permite reconstruir o perfil biológico (sexo, idade à morte, estatura…) e estado de saúde (doenças, indicadores de stress fisiológico…) dos indivíduos possibilitando selecionar os esqueletos para os quais seria mais relevante aplicar outros tipos de análises.

Recentemente,metodologias desenvolvidas em diferentes disciplinas têm sido mais frequentemente aplicadas às ciências sociais,como por exemplo a história. Análises de ADN, por exemplo,podem identificar agentes patogénicos responsáveis por doenças como a peste e a influenza, mas também relacionar uma doença específica a descrições vagas de sintomas em registos históricos e lesões esqueléticas ambíguas. Os isótopos estáveis e os oligoelementos fornecem informações acerca da dieta dos indivíduos e possíveis alterações de hábitos alimentares, migrações e consumo de medicamentos. A parasitologia pode também ajudar a reconstruir hábitos alimentares e técnicas de preparação de alimentos, além de identificar parasitas que podem afetar a saúde dos indivíduos.

A equipa multidisciplinar neste projeto combina várias especialidades (desde as ciências naturais até às humanidades) que irão trabalhar em conjunto para alcançar os objetivos do estudo: 1) Identificar parasitas e agente patogénicos a afetar a saúde dos soldados; 2) Relacionar valas comuns com possíveis epidemias; 3) Identificar toma de medicamentos e outros tratamentos; 4) Conhecer melhor os hospitais e tratamentos médicos; 5) Conhecer melhor avida militar.

Sabendo que a saúde pode-se refletir em indicadores de stress fisiológico e lesões esqueléticas, este projeto combina análises osteológicas, arqueométricas e históricas para investigar a relação entre a dieta, saúde e tratamentos prestados em hospitais militares entre os séculos XVII e XVIII. Este estudo melhorará o nosso conhecimento acerca dos cuidados de saúde prestados em períodos históricos, fornecendo diferenças diretas entre períodos de tempo antes, durante e depois da doença. Será possível, por exemplo, saber como o mercúrio era utilizado para tratar doenças em Portugal: que doenças eram tratadas desta forma e se esses tratamentos eram aplicados frequentemente.
Este projeto terá como material de estudo uma coleção osteológica (com 947 indivíduos) associada ao Hospital Militar do Castelo de São Jorge em Lisboa, utilizado entre os séculos XVII e XVIII. Os registos históricos e arqueológicos serão comparados com dados osteológicos, genéticos,químicos e parasitológicos de forma a reconstruir a vida dos indivíduos, de onde eram originários, a sua dieta antes de depois de serem hospitalizados, as doenças e parasitas que os afetavam e substâncias utilizadas para tratamentos, como por exemplo o mercúrio. Modelos de regressão de Cox serão utilizados para avaliar diferenças entre sobrevivência e análises de sobreviventes/não-sobreviventes, de modo a inferir diferenças de frequências e severidade de lesões entre as diferentes fases de utilização do cemitério. Este projeto segue a linha de investigação iniciada pela PI durante o seu
doutoramento, o qual foi financiado pela University of Kent 50th Anniversary Scholarship. Durante esse doutoramento a PI desenvolveu uma nova estratégia de amostragem, a qual será a chave para o sucesso do atual projeto, e tornou a PI numa referência no estudo da sinergia entre dieta, saúde e metabolismo em populações do passado. A investigação anteriormente levada a cabo pela co-PI, uma historiadora com vasta experiência no estudo da saúde e cuidados médicos, irá permitir enquadrar historicamente os dados recolhidos pelas diferentes disciplinas neste projeto.

Coordenador: Ana Rita Quito Curto

Participantes: Sofia Wasterlain (CIAS), Ana Amarante (CIAS), Liliana Matias de Carvalho (CIAS)

Instituições Parceiras: Universidade de Évora, Laboratório HERCULES – Herança Cultural Estudos e Salvaguarda, Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, Universidade de Coimbra, Centro de Investigação em Antropologia e Saúde, Universidad Complutense de Madrid – Departamento de Medicina Legal, Psiquiatría y Patología, Universidade de Lisboa, Centro de História, Chrono-environment laboratory – Université de Bourgogne Franche-Comté, EON, Indústrias Criativas Ltda

Apoio Financeiro: Fundação para a Ciência e Tecnologia

Referência: 2022.03576.PTDC

Data de início e término: 2023-2025

Resumo: As alterações climáticas e as evoluções socioculturais são preocupações contínuas das nossas sociedades modernas, os seus impactos nas populações do passado também são fundamentais para compreender a evolução da espécie humana, a sua resiliência e a sua capacidade de se adaptar a novos ambientes. Há 8200 anos, as populações mesolíticas (caçadores-recoletores) de Portugal enfrentaram um evento climático que alterou profundamente o ambiente, de maneira semelhante ao que se espera que aconteça nas próximas décadas. Além desses desafios, eles também tiveram que lidar com a chegada de populações neolíticas migrantes que introduziram a agricultura, a domesticação de plantas e animais e o sedentarismo, o que gradualmente levou ao desaparecimento do estilo de vida nómada dos caçadores-recoletores.

O projeto MUGE tem como objetivo desvendar a história dos últimos caçadores-recoletores do vale do Tejo (Muge) em Portugal e entender se as mudanças ambientais e socioculturais durante o Mesolítico Tardio (aproximadamente 8200-7100 a.C.) tiveram impacto na composição e saúde dessas populações do passado. Descobertos há 150 anos e representando a maior coleção antropológica europeia do Mesolítico (mais de 250 indivíduos), os humanos de Muge ainda são pouco estudados do ponto de vista biológico devido ao estado de preservação dos esqueletos. Técnicas de imagiologia nos permitirão corrigir as alterações tafonómicas e analisar em detalhes os restos esqueléticos, fornecendo informações cruciais sobre o perfil biológico dos indivíduos (idade da morte, sexo, etc.), a estrutura das populações e o estado de saúde.

Com mais de 1000 anos de ocupação, Muge fornece uma amostra esquelética ideal para explorar mudanças no estado de saúde ao longo do tempo e entre os sexos, adultos e não adultos, mas também entre os locais, e entender o impacto de cada mudança nessas populações. Este projeto é o primeiro a combinar abordagens paleodemográficas, paleopatológicas e paleoimagem às populações de Muge.

Coordenador: Dany Coutinho Nogueira (CIAS)

Orientador: Cláudia Umbelino (CIAS), Ricardo Miguel Godinho.

Apoio Financeiro: European Research Area (ERA) fellowship, HORIZON-WIDERA-2022-TALENTS-02-01, European Commission, 156 778.56€

Referência: 101090304 — MUGE — HORIZON-WIDERA-2022-TALENTS-02

Data de início e término: 2023-2024

Resumo: O âmbar é uma resina fóssil que tem um valor social desde o Paleolítico Superior. Este facto deve-se às suas características naturais únicas, que o tornaram amplamente utilizado e socialmente valorizado ao longo da pré-história, especialmente como elemento decorativo e simbólico. A costa do Báltico e a Sicília são as principais fontes naturais de âmbar exploradas na pré-história. Desde o início da investigação moderna, a presença de âmbar fora destas regiões foi utilizada como indicador da existência de redes de trocas a longa distância (de Navarro, 1925), pelo que o âmbar foi considerado um material exótico e de prestígio. Nesta base, estabeleceu-se uma sólida tradição de investigação para identificar a origem dos objectos de âmbar (Beck, 1995; Beck et al., 1965, 1964; Beck e Hartnett, 1993), o que levou à identificação de padrões espácio-temporais do seu consumo. A caracterização de ornamentos pré-históricos em âmbar tem sido amplamente abordada nos últimos anos (Murillo-Barroso et al., 2018; Murillo-Barroso e Martinón-Torres, 2012; Odriozola et al., 2019b), dada a forte tradição de estudos sobre esta matéria-prima de elevado valor simbólico.

As análises de espetroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) confirmaram o intercâmbio de longa distância como a principal forma de acesso ao âmbar, permitindo a identificação de duas tendências de grande escala nos fluxos de intercâmbio, partindo da Sicília no 4º-3º milénio a.C. e oscilando para o Mar Báltico a partir do 2º milénio a.C. (Odriozola et al., 2019b). Apesar desta tendência exógena, nas últimas décadas o foco também tem sido colocado nos depósitos geológicos de âmbar ibérico, com a documentação de diferentes fontes locais de âmbar na costa cantábrica (Álvarez Fernández et al., 2005; Murillo-Barroso et al., 2018). Por outro lado, numerosos afloramentos locais de âmbar continuam por caracterizar, como os que se situam entre os estuários do Tejo e do Mondego em Portugal (Peñalver et al., 2018). Apesar do reconhecido intercâmbio a longa distância do âmbar do Báltico e da Sicília, e da falta de um registo espectral abrangente do âmbar português, os cientistas sugeriram recentemente que o âmbar siciliano e o âmbar português têm características espectrais semelhantes, comprometendo a identificação da origem. O consumo de âmbar local em vez de âmbar estrangeiro mudaria assim completamente a imagem de uma Europa unida.

IberAmber é um projeto concebido e desenhado de forma multidisciplinar, utilizando técnicas químico-analíticas, métodos estatísticos clássicos e abordagens mais modernas como a aprendizagem automática para aprofundar o conhecimento arqueológico do comércio e intercâmbio de âmbar. Os principais objectivos são: localizar depósitos de âmbar; caracterizar os depósitos de âmbar por meio de FTIR, GC-MS e 13C-MAS-NMR, a fim de obter informações mais detalhadas sobre a composição química dos depósitos, os processos de envelhecimento e a origem botânica do âmbar; criar uma biblioteca espectral de referência do âmbar português; gerar uma ferramenta de classificação por análise estatística supervisionada do âmbar geológico; fornecer uma aplicação web que preveja a origem dos artefactos arqueológicos de âmbar através das suas assinaturas FTIR.

Com o objetivo de criar uma biblioteca de espectros de referência padronizados para cada depósito, a IberAmber pretende localizar e caracterizar quimicamente os depósitos de âmbar portugueses. Os espectros de referência padronizados dos depósitos de âmbar serão então utilizados como uma impressão digital dos depósitos de âmbar portugueses. Estes, por sua vez, serão posteriormente comparados com os espectros de artefactos arqueológicos para determinar a sua origem.

Coordenador: Carlos P. Odriozola Lloret

Participantes: José Eduardo de Oliveira (FCUL) ; Ana Catarina Sousa (UNIARQ/FLUL); João Daniel Casal duarte (FCUL); José María Martínez Blanes (Universidade de Sevilha);José Ángel Garrido Cordero (UNIARQ/FLUL);
Daniel Sánchez Gómez (UNIARQ/FLUL); Maria Dolores Zambrana Vega (Universidade de Sevilha); Jose Luis Molina Gonzalez (Universidade de Sevilha); Victor S. Gonçalves (UNIARQ/FLUL); Cátia Delicado (UNIARQ/FLUL, CIAS/FLUC)
André Texugo (UNIARQ/FLUL, CEG) e Daniel van Calker (UNIARQ/FLUL).

Instituições Parceiras: Universidade de Sevilha e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

Apoio Financeiro: Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Referência: 2022.09207.PTDC

Duration: 2022-2026

Abstract: 

Os resultados e dados recuperados através do desenvolvimento do projeto de investigação “Povoamento em Época Romana na Amadora – PERA”, que decorreu entre 2017 e 2021, revelaram-se de grande importância e abriram um novo leque de possibilidades no que respeita à investigação da ocupação humana do atual território da Amadora durante a época romana e a antiguidade tardia.
Nesse sentido, a submissão de um novo projeto de investigação plurianual em arqueologia, pela Câmara Municipal da Amadora/ Museu Municipal da Amadora pretende dar continuidade ao trabalho científico desenvolvido até à data, envolvendo novos consultores de vários ramos da ciência, num projeto que sempre privilegiou os estudos inter e multidisciplinares, iniciando um ciclo de trabalhos que certamente trarão novos dados e respostas sobre a rede de povoamento rural existente nos subúrbios de Felicitas Iulia Olisipo, da qual o território da Amadora faria parte.
Daremos continuidade às ações de escavação e prospeção, a análises de espólios artefactuais, faunísticos e osteológicos, que permitirão perceber a forma como se operou a chegada dos contingentes romanos ao atual concelho da Amadora, bem como o modelo de povoamento e exploração de recursos existente. O estudo de toda esta informação, que sabemos à partida, possuir bastante potencial científico, levará a perceções sobre o economia, sociedade, crenças e paleobiologia da população que aqui vivia possibilitando a procura e criação de paralelos com sítios conhecidos no território envolvente e que integraria o ager da cidade romana de Lisboa.
A divulgação pública dos resultados obtidos continuará a ser uma prioridade, assim como a procura de parcerias e protocolos com outras entidades e pessoas, promovendo ações diversas, tais como, exposições, workshops, palestras, visitas, integração de jovens e voluntários nas escavações e promoção de protocolos e parcerias com instituições de ensino superior, participando na formação e aprendizagem dos alunos dos cursos de arqueologia e antropologia.

Coordinator: Gisela Encarnação e Vanessa Dias (Câmara Municipal da Amadora)

Participants: Liliana Matias de Carvalho (CIAS), responsável científica pela área da bioarqueologia

Partner institutions:

Universidade de Coimbra / Departamento de Ciência da Vida / CIAS – Centro de Investigação em Antropologia da Saúde
Universidade de Évora / Laboratório HERCULES
Universidade de Lisboa / Faculdade de Letras / UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa
Universidade Nova de Lisboa / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Instituto de Estudos Medievais (IEM)

Financial support: Câmara Municipal da Amadora

Reference: 2016/1(338) (código de projeto DGPC – Direção Geral do Património Cultural)

Duration: 2022-2024

Abstract: 

Coordinator: Pedro Alexandre Soares (Universidade de Minho)

Participants: Ana Maria Gama da Silva (CIAS)

Financial support: Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Reference: PTDC/HAR-ARQ/3286/2021

Duration: 2022-2024

Abstract: 

Coordinator: 

Participants: Ivo Colmonero Costeira (CIAS)

Partner institutions:

Financial support: Primate Conservation Inc., USA; The Genetics Society, UK, Project amount: 5,200 €.

Reference:

Duration: 2022-2024

Abstract: 

Coordinator: Filipa Cortesão Silva (CIAS)

Participants: Vítor Matos (CIAS)

Partner institutions: University of Seville

Financial support: Junta de Andalucía, Proyectos de Excelencia PAIDI 2020, Convocatoria 2021.  Valor: 145.994,50 euros

Reference: ProyExcel_00713

Duration: 01/06/2022-31/05/2023

Abstract: Valle da Gafaria (Lagos, Portugal) has become known as the earliest and largest burial site of enslaved Africans ever found in Europe, predating one of the most shameful chapters of Western history, the Transatlantic slave trade. Bioarchaeological evidence obtained from a total of 158 individuals proves they were of African origin and forcefully deported to Lagos in the 15th to 17th centuries. However from which African regions they were abducted, and at what stages of their lives, remains unknown. This makes it difficult to connect them with descendant communities today and to assess Portugal’s early collusion in the slave trade. The combined analysis of the isotopes ratios of strontium, oxygen, sulfur, carbon and nitrogen is a powerful forensic approach to reconstruct past human environments, diets and mobility patterns during different life stages. We will measure these isotopes in early and late forming teeth in the human remains from Valle da Gafaria in collaboration with Portuguese colleagues to reconstruct individual human origins and to document the rapid changes in life conditions including shifts in geological location, climate and diet, as the result of forced migration from West and Central Africa to Portugal. For the first time, we will utilize novel (and yet unpublished) strontium isotope data from West and Central Africa, including the former Portuguese colony Angola, to determine the most likely native homelands of the enslaved people from Valle da Gafaria.

Participants: Sofia Wasterlain (CIAS), Maria Teresa Ferreira (CIAS), Ana González Ruiz (CIAS, Research fellow), Carina Leirião (CIAS, Research fellow)

Partner institutions: University of California in Santa Cruz

Financial support: National Geographic (Grant # NGS-92850R-22)

Grupos de investigação

Genes, Populações e Doenças

Populações e Culturas do Passado

Biologia Humana, Saúde e Sociedade

Tecnociência, Sociedade, e Ambiente