Data de início e término: 2023-2025
Resumo: As alterações climáticas e as evoluções socioculturais são preocupações contínuas das nossas sociedades modernas, os seus impactos nas populações do passado também são fundamentais para compreender a evolução da espécie humana, a sua resiliência e a sua capacidade de se adaptar a novos ambientes. Há 8200 anos, as populações mesolíticas (caçadores-recoletores) de Portugal enfrentaram um evento climático que alterou profundamente o ambiente, de maneira semelhante ao que se espera que aconteça nas próximas décadas. Além desses desafios, eles também tiveram que lidar com a chegada de populações neolíticas migrantes que introduziram a agricultura, a domesticação de plantas e animais e o sedentarismo, o que gradualmente levou ao desaparecimento do estilo de vida nómada dos caçadores-recoletores.
O projeto MUGE tem como objetivo desvendar a história dos últimos caçadores-recoletores do vale do Tejo (Muge) em Portugal e entender se as mudanças ambientais e socioculturais durante o Mesolítico Tardio (aproximadamente 8200-7100 a.C.) tiveram impacto na composição e saúde dessas populações do passado. Descobertos há 150 anos e representando a maior coleção antropológica europeia do Mesolítico (mais de 250 indivíduos), os humanos de Muge ainda são pouco estudados do ponto de vista biológico devido ao estado de preservação dos esqueletos. Técnicas de imagiologia nos permitirão corrigir as alterações tafonómicas e analisar em detalhes os restos esqueléticos, fornecendo informações cruciais sobre o perfil biológico dos indivíduos (idade da morte, sexo, etc.), a estrutura das populações e o estado de saúde.
Com mais de 1000 anos de ocupação, Muge fornece uma amostra esquelética ideal para explorar mudanças no estado de saúde ao longo do tempo e entre os sexos, adultos e não adultos, mas também entre os locais, e entender o impacto de cada mudança nessas populações. Este projeto é o primeiro a combinar abordagens paleodemográficas, paleopatológicas e paleoimagem às populações de Muge.
Coordenador: Dany Coutinho Nogueira (CIAS)
Orientador: Cláudia Umbelino (CIAS), Ricardo Miguel Godinho.
Apoio Financeiro: European Research Area (ERA) fellowship, HORIZON-WIDERA-2022-TALENTS-02-01, European Commission, 156 778.56€
Referência: 101090304 — MUGE — HORIZON-WIDERA-2022-TALENTS-02
Data de início e término: 2023-2025
Resumo:
Coordenador: Leandro Luna
Participantes: Ana Luísa Santos
Apoio Financeiro: Fondo para la Investigación Científica y Tecnológica, Argentina
Referência: PICT-2021-I-GRF1
Data de início e término: 2023-2024
Resumo: O âmbar é uma resina fóssil que tem um valor social desde o Paleolítico Superior. Este facto deve-se às suas características naturais únicas, que o tornaram amplamente utilizado e socialmente valorizado ao longo da pré-história, especialmente como elemento decorativo e simbólico. A costa do Báltico e a Sicília são as principais fontes naturais de âmbar exploradas na pré-história. Desde o início da investigação moderna, a presença de âmbar fora destas regiões foi utilizada como indicador da existência de redes de trocas a longa distância (de Navarro, 1925), pelo que o âmbar foi considerado um material exótico e de prestígio. Nesta base, estabeleceu-se uma sólida tradição de investigação para identificar a origem dos objectos de âmbar (Beck, 1995; Beck et al., 1965, 1964; Beck e Hartnett, 1993), o que levou à identificação de padrões espácio-temporais do seu consumo. A caracterização de ornamentos pré-históricos em âmbar tem sido amplamente abordada nos últimos anos (Murillo-Barroso et al., 2018; Murillo-Barroso e Martinón-Torres, 2012; Odriozola et al., 2019b), dada a forte tradição de estudos sobre esta matéria-prima de elevado valor simbólico.
As análises de espetroscopia de infravermelho com transformada de Fourier (FTIR) confirmaram o intercâmbio de longa distância como a principal forma de acesso ao âmbar, permitindo a identificação de duas tendências de grande escala nos fluxos de intercâmbio, partindo da Sicília no 4º-3º milénio a.C. e oscilando para o Mar Báltico a partir do 2º milénio a.C. (Odriozola et al., 2019b). Apesar desta tendência exógena, nas últimas décadas o foco também tem sido colocado nos depósitos geológicos de âmbar ibérico, com a documentação de diferentes fontes locais de âmbar na costa cantábrica (Álvarez Fernández et al., 2005; Murillo-Barroso et al., 2018). Por outro lado, numerosos afloramentos locais de âmbar continuam por caracterizar, como os que se situam entre os estuários do Tejo e do Mondego em Portugal (Peñalver et al., 2018). Apesar do reconhecido intercâmbio a longa distância do âmbar do Báltico e da Sicília, e da falta de um registo espectral abrangente do âmbar português, os cientistas sugeriram recentemente que o âmbar siciliano e o âmbar português têm características espectrais semelhantes, comprometendo a identificação da origem. O consumo de âmbar local em vez de âmbar estrangeiro mudaria assim completamente a imagem de uma Europa unida.
IberAmber é um projeto concebido e desenhado de forma multidisciplinar, utilizando técnicas químico-analíticas, métodos estatísticos clássicos e abordagens mais modernas como a aprendizagem automática para aprofundar o conhecimento arqueológico do comércio e intercâmbio de âmbar. Os principais objectivos são: localizar depósitos de âmbar; caracterizar os depósitos de âmbar por meio de FTIR, GC-MS e 13C-MAS-NMR, a fim de obter informações mais detalhadas sobre a composição química dos depósitos, os processos de envelhecimento e a origem botânica do âmbar; criar uma biblioteca espectral de referência do âmbar português; gerar uma ferramenta de classificação por análise estatística supervisionada do âmbar geológico; fornecer uma aplicação web que preveja a origem dos artefactos arqueológicos de âmbar através das suas assinaturas FTIR.
Com o objetivo de criar uma biblioteca de espectros de referência padronizados para cada depósito, a IberAmber pretende localizar e caracterizar quimicamente os depósitos de âmbar portugueses. Os espectros de referência padronizados dos depósitos de âmbar serão então utilizados como uma impressão digital dos depósitos de âmbar portugueses. Estes, por sua vez, serão posteriormente comparados com os espectros de artefactos arqueológicos para determinar a sua origem.
Coordenador: Carlos P. Odriozola Lloret
Participantes: José Eduardo de Oliveira (FCUL) ; Ana Catarina Sousa (UNIARQ/FLUL); João Daniel Casal duarte (FCUL); José María Martínez Blanes (Universidade de Sevilha);José Ángel Garrido Cordero (UNIARQ/FLUL);
Daniel Sánchez Gómez (UNIARQ/FLUL); Maria Dolores Zambrana Vega (Universidade de Sevilha); Jose Luis Molina Gonzalez (Universidade de Sevilha); Victor S. Gonçalves (UNIARQ/FLUL); Cátia Delicado (UNIARQ/FLUL, CIAS/FLUC)
André Texugo (UNIARQ/FLUL, CEG) e Daniel van Calker (UNIARQ/FLUL).
Instituições Parceiras: Universidade de Sevilha e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Apoio Financeiro: Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Referência: 2022.09207.PTDC
Data de início e término: 2023-2025
Coordenadores: Josep M. Fullola e F. Xavier Oms
Participantes: John Charles Willman
Instituições parceiras: SERP, Departament d’Història i Arqueologia, Secció de Prehistoria, Universitat de Barcelona, Barcelona, Spai
Apoio Financeiro: Generalitat de Catalunya Departament de Cultura i Mitjans de Comunicació, Spain
Referência: ARQ001SOL-172-2022
Data de início e término: 2022-2023
Coordenadores: Maddux SD, Handler EK, Willman JC
Instituições parceiras: The University of North Texas Health Science Center at Fort Worth
Financial support: Department of Physiology and Anatomy, The University of North Texas Health Science Center at Fort Worth
Duration: 2022-2026
Abstract:
Os resultados e dados recuperados através do desenvolvimento do projeto de investigação “Povoamento em Época Romana na Amadora – PERA”, que decorreu entre 2017 e 2021, revelaram-se de grande importância e abriram um novo leque de possibilidades no que respeita à investigação da ocupação humana do atual território da Amadora durante a época romana e a antiguidade tardia.
Nesse sentido, a submissão de um novo projeto de investigação plurianual em arqueologia, pela Câmara Municipal da Amadora/ Museu Municipal da Amadora pretende dar continuidade ao trabalho científico desenvolvido até à data, envolvendo novos consultores de vários ramos da ciência, num projeto que sempre privilegiou os estudos inter e multidisciplinares, iniciando um ciclo de trabalhos que certamente trarão novos dados e respostas sobre a rede de povoamento rural existente nos subúrbios de Felicitas Iulia Olisipo, da qual o território da Amadora faria parte.
Daremos continuidade às ações de escavação e prospeção, a análises de espólios artefactuais, faunísticos e osteológicos, que permitirão perceber a forma como se operou a chegada dos contingentes romanos ao atual concelho da Amadora, bem como o modelo de povoamento e exploração de recursos existente. O estudo de toda esta informação, que sabemos à partida, possuir bastante potencial científico, levará a perceções sobre o economia, sociedade, crenças e paleobiologia da população que aqui vivia possibilitando a procura e criação de paralelos com sítios conhecidos no território envolvente e que integraria o ager da cidade romana de Lisboa.
A divulgação pública dos resultados obtidos continuará a ser uma prioridade, assim como a procura de parcerias e protocolos com outras entidades e pessoas, promovendo ações diversas, tais como, exposições, workshops, palestras, visitas, integração de jovens e voluntários nas escavações e promoção de protocolos e parcerias com instituições de ensino superior, participando na formação e aprendizagem dos alunos dos cursos de arqueologia e antropologia.
Coordinator: Gisela Encarnação e Vanessa Dias (Câmara Municipal da Amadora)
Participants: Liliana Matias de Carvalho (CIAS), responsável científica pela área da bioarqueologia
Partner institutions:
Universidade de Coimbra / Departamento de Ciência da Vida / CIAS – Centro de Investigação em Antropologia da Saúde
Universidade de Évora / Laboratório HERCULES
Universidade de Lisboa / Faculdade de Letras / UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa
Universidade Nova de Lisboa / Faculdade de Ciências Sociais e Humanas / Instituto de Estudos Medievais (IEM)
Financial support: Câmara Municipal da Amadora
Reference: 2016/1(338) (código de projeto DGPC – Direção Geral do Património Cultural)
Data de início e término: 2022-2024
Resumo:
Coordenador: Mario Alberto Arrieta
Participantes: Ana Luísa Santos
Apoio Financeiro: Fondo para la Investigación Científica y Tecnológica, Argentina
Referência: PICT-2020- SERIEA-00581, FONCyT
Duration: 2022-2024
Abstract:
Coordinator: Pedro Alexandre Soares (Universidade de Minho)
Participants: Ana Maria Gama da Silva (CIAS)
Financial support: Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Reference: PTDC/HAR-ARQ/3286/2021
Duration: 2022-2024
Abstract:
Coordinator:
Participants: Ivo Colmonero Costeira (CIAS)
Partner institutions:
Financial support: Primate Conservation Inc., USA; The Genetics Society, UK, Project amount: 5,200 €.
Reference:
Duration: 01/02/2023-31/01/2026
Abstract:
Coordinator: Filipa Cortesão Silva (CIAS)
Participants: Vítor Matos (CIAS)
Partner institutions: University of Seville
Financial support: Junta de Andalucía, Proyectos de Excelencia PAIDI 2020, Convocatoria 2021. Valor: 145.994,50 euros
Reference: ProyExcel_00713




