The genomic history of the Iberian Peninsula over the past 8000 years

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EN

International project with the colaboration of CIAS and published in Science journal

DNA evidence shows the migrants streamed over the Pyrenees, replacing existing male lineages across the region within a space of 400 years.

It remains unclear whether violence played a role or whether a male-centric social structure was more important.

The result comes from the most extensive study of its kind.

Researchers reconstructed the population history of Iberia (modern Spain, Portugal, Gibraltar and Andorra) over 8,000 years – the biggest slice of time tackled by a single ancient DNA study. The region has been a crossroads for different cultures over time.

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PT

Projeto internacional com colaboração do CIAS (Universidade de Coimbra) publicado na revista Science

Esta investigação liderada por investigadores da Harvard Medical School e do Instituto de Biologia Evolutiva de Barcelona integra uma vasta equipa interdisciplinar de geneticistas, antropólogos e arqueólogos. Entre os 111 autores, participam 6 investigadores portugueses, incluindo dois investigadores do CIAS, Ana Maria Silva (CIAS – Universidade de Coimbra; UNIARQ e CEF) e Daniel Fernandes (CIAS; Universidade de Viena), para além de António Valera (Era, Arqueologia), Ana Catarina Sousa e Victor Gonçalves (UNIARQ – Universidade de Lisboa), Marina Silva (Universidade de Huddersfield) e Pedro Soares (Universidade do Minho).

O trabalho inclui a análise do genoma de 403 amostras ósseas provenientes de sítios arqueológicos portugueses e espanhóis, datados entre 6000 a.C. e 1600 d.C., 975 amostras de populações do passado exteriores à Península Ibérica e cerca 2900, de indivíduos modernos. Trata-se do maior estudo genético de ADN antigo efetuado para a populações humanas da Península Ibérica, que inclui 217 análises inéditas, permitindo novas inferências sobre as comunidades humanas que viveram na Península Ibérica nos últimos 8000 anos.

Para o território português foram incluídas novas amostras de 9 sítios arqueológicos: do Neolítico final, Monte Canelas I (Portimão); Cabeço da Arruda 1 (Torres Vedras) e Cova das Lapas (Alcobaça); do Calcolítico, Perdigões (Reguengos de Monsaraz), Paimogo 1 (Lourinhã), Bolores (Torres Vedras) e da Idade do Bronze, a Gruta do Medronhal (Coimbra), Monte da Cabida 3 (Évora) e Casas Velhas (Setúbal). A análise antropológica destas amostras foi realizada por Ana Maria Silva, com exceção de Bolores (analisada pela equipa de Katina Lillios).

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Amostras Portuguesas do Neolítico e Idade do Bronze incluídas no presente estudo

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A sequência diacrónica foi estabelecida a partir do Mesolítico, evidenciando globalmente as tendências já detetadas no registo arqueológico, nomeadamente a presença de comunidades do Próximo Oriente nas populações do Neolítico antigo e a intensificação dos contactos com África durante o Calcolítico. Porém, o aspeto mais surpreendente deste trabalho foi a deteção do impacto muito significativo no genoma das populações da Península Ibérica, particularmente nos indivíduos masculinos, dos povos das Estepes russas e ucranianas. Os dados obtidos sugerem uma vasta substituição da linhagem do cromossoma Y da Península Ibérica por volta de 2000 a.C., abrindo novas perspetivas para a compreensão do registo antropológico e arqueológico deste período. Efetivamente, observa-se no registo arqueológico da Península Ibérica nos inícios do 2º milénio a.n.e., uma grande descontinuidade face ao Calcolítico, no que se refere a padrões de ocupação, práticas funerárias e cultura material. Contudo, é necessário aumentar o número de amostras, particularmente do atual território Português, incluindo de zonas ainda não amostradas, para tornar os resultados mais robustos.

Entre as amostras analisadas estão incluídas duas crianças exumadas da Fossa 11 do Recinto dos Perdigões datadas do Neolítico final, estrutura funerária analisada por Ana Maria Silva e António Valera e um indivíduo feminino exumado de uma cista da Necrópole do Monte da Cabida 3 (Évora), datado da Idade do Bronze (intervenção de campo realizada por Maria Teresa Ferreira, STYX, CEF).

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Fossa 11 dos Perdigões do Neolítico final. No presente trabalho foram analisados os esqueletos UE 77 – feminino com uma idade à morte a rondar os 5 anos, e UE 78, indivíduo masculino que terá falecido entre os 12 e 14 anos (Foto de António Valera, ERA – Arqueologia).

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Sepultura 9 de Monte da Cabida 3. O último enterramento desta cista pertencente a um indivíduo adulto do sexo feminino, foi analisado no presente trabalho (Foto de Maria Teresa Ferreira, Styx e CEF – Universidade de Coimbra).

The genomic history of the Iberian Peninsula over the past 8000 years
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